O que não te contam quando você vai morar em outro país

Ir morar em outro país é o desejo de muita gente, já que essa pode ser a oportunidade para aperfeiçoar um idioma, conhecer pessoas diferentes, crescer em todos os sentidos da sua vida e enriquecer a sua bagagem cultural.  Mas, ainda que sejam muitos os conselhos dos amigos e pessoas próximas que te incentivam a largar tudo e se jogar, acredite, a decisão de partir não é tão fácil assim. Além disso, mais que ir, quando o assunto é viver fora, há coisas que ninguém te conta e você só aprende quando você já está partindo ou já partiu.

Já viajei para fora do país 4 vezes, mas essa última, em que realmente viajei para me mudar, foi completamente diferente. Pensando nisso, resolvi compartilhar a minha recente experiência, contando 5 coisas que só aprendi quando pousei em terras não brasileiras, mas que ninguém havia me dito antes, e que podem ajudar outros corajosos como eu que estão pensando em criar asas e voar.

1. A decisão. Decidir largar tudo é para os fortes. Eu larguei tudo em meus país para me aventurar mundo afora. Me desliguei de emprego e uma carreira sólida após anos de estudos e especializações. Deixei para trás família e todo o conforto e comodidade que meus pais ofereciam. Dei tchau a amigos e pessoas queridas. E, mais que isso, dei adeus à minha zona de conforto e à vida que levava anos e anos. Por mais que a vontade de ir seja grande, quando o momento de desocupar a mesa do escritório que foi sua por tantos anos chega, você vai se questionar se tomou a decisão certa. E, a cada despedida, essa dúvida vai voltar a martelar na sua cabeça, pois a apreensão de não conseguir trabalho, dinheiro e de não se adaptar é enorme. Mas, calma, é normal sentir medo nessa hora. O que você pode tentar fazer é não se esquecer de que viverá as melhoras experiências da sua vida. E trabalho, acredite, aparecerá. Eu mesma, em duas semanas, já consegui um trabalho em uma multinacional e vou atuar na minha área de formação.

2. Uma vida em umas poucas malas. Pode parecer mentira, mas fazer as malas, por mais que seja um desafio tremendo transferir a sua vida em alguns quilos de bagagem, é a parte mais fácil. Na hora de colocar seus itens, leve aquilo de mais essencial. Sei que é difícil deixar aquele sapato que você tanto gosta, mas pergunte-se se ele seria confortável para as tantas estradas que você vai percorrer em distintas paisagens. Ao se fazer essa pergunta, o desapego é mais fácil. (Sim, confesso que sofri muito em deixar livros, saltos e objetos pessoais que tanto gostava).

3. O até logo. Um dia antes de viajar eu dormi mal e tive várias sensações, de euforia à tristeza. No dia que decolei, sentia frio e calor ao mesmo tempo por causa da ansiedade. Porém, nada disso superou o momento mais difícil, dizer “até logo” à minha família.  Antes de embarcar, aproveite os milésimos de segundos durante aquele último olhar, o último abraço, as últimas palavras e o último beijo que trocará com seus pais e sua família. Pode apostar, essas serão algumas das demonstrações de carinho que você se lembrará com mais intensidade e que jamais sairão da sua memória.

4. As primeiras impressões. Chegar em um país que não é seu, agora como não turista, dá uma tremenda insegurança e, ao mesmo tempo, te deixa mais corajoso para se virar, porque você não tem medo de perguntar como se chama tal coisa na língua local e não tem vergonha de dizer “eu não entendi”. Esta última parte, por exemplo, por mais que você domine o idioma do país que vai viver, pode apostar que serão vários os momentos que vai se sentir mal por não compreender algumas frases. Mas, lembre-se, é perguntando e estudando que se aprende e, com o passar dos tempos, seu ouvido já estará acostumado com aquele “cachai” que tanto escutava antes e não compreendia.

5. O desafio da ausência. Para mim, essa é a parte mais difícil, já que, quando se mora em outro país, por mais que a tecnologia esteja aí para te ajudar a se aproximar de quem gostamos, é doloroso perder aquela reunião familiar,  não receber aquele abraço apertado e não poder recorrer ao colo da sua mãe quando você precisa. Enquanto você recomeça a sua vida em um país no qual os desafios são diários (diria que a cada hora é uma nova superação), muito maiores e muito mais intensos, a vida de quem deixou em sua terra natal segue mesmo sem você e é isso que você deve pensar quando a tristeza e um pequeno arrependimento baterem.

Por fim, se pudesse dar um conselho àqueles que estão com a dúvida de largar tudo e ir se aventurar em novas terras, eu diria: vá! Crie asas e voe! Você vai sentir medo, vai achar que tomou a decisão errada e, em alguns momentos, vai pensar em desistir e vai querer voltar, principalmente quando as maiores pedras atrapalharem o seu caminho. Mas, saiba que a sensação de superação a cada desafio diário, o aprendizado, as novas pessoas que conhecer, a nova cultura, a nova língua que vai falar e a cada suspiro que vai dar quando seus olhos verem paisagens de tirar o fôlego e a cada minuto de felicidade que essa etapa te proporcionará serão muito maiores que esse sentimento que tanto te impede de voar.

Siga essas 5 etapas e voe, meu amigo! O mundo é muito grande para estacionarmos em um só lugar!

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Chile: 10 Curiosidades sobre o país

Em poucos dias completo 5 meses de residência aqui no Chile. Além do frio bem mais intenso que ao que estava acostumada em São Paulo, muitas coisas me chamaram atenção por serem diferentes das do nosso querido Brasil.

Algumas delas reuni aqui com vocês, com a missão de entenderem um pouco como o país é considerado o Brasil que deu certo.

1. Cachorros de rua são super bem cuidados e, no frio, andam até de roupinha. Eles são bem gordinhos e estão por todos os lados. Andam ao seu lado na calçada e atravessam a rua ao seu lado também. Essa é uma das coisas que mais acho fofa aqui. E todos eles são grandes. Já vi até labrador e Golden de rua. Quase roubei para mim.

2. Cafézinho? Os chilenos não são muito de café. Aqui eles tomam muito chá. Sabe aquele cafezinho da tarde? Então, aqui se chama once e é com chá, que se chama . Sinto falta do nosso rico café, forte e amargo.
3. Definições de perto e longe foram atualizadas. Aqui em Santiago, o longe, para nós de SP, é perto, já que a cidade é dez vezes menor que a nossa. Ah, e aqui caminha-se bastante. Faço quase tudo andando.
4. Gentileza? Os chilenos são bem mais frios que nós, mas, quando vão nos conhecendo, podem ser tão gentis e carinhosos quanto os brasileiros.
5. Horário de inverno. No verão, anoitece umas 21h, mas, no inverno chegando, você levanta 7 da manhã e está escuro e 17h o sol já foi embora. Por isso, na estação mais fria do ano o Chile fica uma hora a menos que no Brasil, já que atrasa os relógios.
6. Cachorro quente com abacate? Aqui, cachorro quente com todos ingredientes se chama “completo” e, além da salsicha, pão, maionese e katchup, vai com tomate e abacate também. Eu, particularmente, não gostei. Prefiro sem o abacate, que aqui se chama “palta”.
7. Trabalhar de bike? Os chilenos andam muito de bicicleta, principalmente para trabalhar. Por isso, aqui, além do cuidado com os carros na hora de atravessar a rua, você tem que prestar muita atenção nas bikes.
8. Carros. Falando-se em carro, então, aqui eles são beeeem mais baratos que no Brasil. Por isso, quase toda família tem mais de um automóvel na garagem. E moto raramente você vê.
9. Metrô é bom ou ruim? O metrô é tão cheio quanto o nosso, mas o nosso é bem mais moderno e maior que o do Chile. O que me surpreendeu é que, mesmo nas muvucas e mesmo muitos não pedindo licença (que se fala permiso), ainda assim eles são mais educados que nós.
10. Alto custo de vida. Aluguel e comida em Santiago são super caros. Em alguns bairros, chegam a ser mais caros que em uma região nobre de SP. Não à toa, a cidade está no ranking de uma das cidades mais caras para se viver.
E aí, o que achou? Tem alguma outra curiosidade que quer compartilhar conosco?